Lesson 1, Topic 1
In Progress

Pesquisa e Localização de Objetos

Procurar e localizar um objeto ou uma área específica debaixo de água é uma das tarefas mais excitantes que um mergulhador pode enfrentar, mas ao mesmo tempo é uma das mais complexas devido às muitas condições envolvidas. 

Há algo comum a todas as técnicas de pesquisa, a definição de uma trajetória que começa num ponto conhecido, cobre uma área especificamente marcada, e termina num ponto definido. 

A trajetória consiste em varrimentos ou passagens de uma área específica que se sobrepõem parcialmente aos caminhos percorridos ou às áreas cobertas, de modo que nunca haja nenhum espaço deixado sem que o mergulhador tenha passado.

A área sobreposta de varreduras sucessivas não deve ser demasiado grande para evitar prolongar demasiado a busca e assim limitar a área coberta em cada varredura. 

Qualquer pesquisa começa por definir a área de varredura e os limites da busca. Se a pesquisa estiver centrada num objeto ou área conhecida, a última posição conhecida do objeto ou área é o ponto de partida. 

Devem ser tidas em conta as condições ambientais tais como a direção e velocidade das correntes e do vento na área, o tempo do objeto perdido no caso de um objeto afundado, e a deriva causada pela força das ondas ou do vento. Além disso, se a busca for realizada numa zona de maré, isto deve ser tido em conta para delimitar ou alargar a área de pesquisa de acordo com a variação da maré.

Para determinar o desvio devido à corrente provocada pelo vento, pode ser utilizada a tabela seguinte, que dá valores bastante aproximados.

Nósm/sMilhas/diaKm/dia
1 – 30.5 – 1.523.2
4 – 62.0 – 3.046.4
7 – 103.5 – 5.0711.3
11 – 165.5 – 8.01117.7
17 – 218.5 – 10.51625.8
22 – 2711.0 – 13.52133.9
28 – 3314.0 – 16.52641.9

Isto significa que, se a velocidade do vento na área for de 10 nós (5 m/s), a deriva do objeto à medida que se afunda até ao fundo pode atingir 11,3 km. Este valor dependerá da flutuabilidade do objeto (quanto maior for a flutuabilidade, maior será a deriva).

Outros fatores a ter em conta na pesquisa são:

  • A aptidão física, que deve ser suficientemente boa, pois por vezes é necessário cobrir longas distâncias,
  • A capacidade de perceção do mergulhador, que por vezes faz com que este descubra um objeto submerso que é aparentemente uma parte natural do fundo,
  • O consumo de ar do mergulhador, que limita a área de busca e reduz os limites da busca e,
  • A sua capacidade de respeitar o ambiente sem lhe causar danos durante a busca. 

O mergulhador deve também ser um bom navegador, e manter sempre um perfeito equilíbrio estático ou dinâmico de modo a não danificar a fauna ou flora da área onde a busca está a ser efetuada.

TÉCNICAS DE PESQUISA


Existem diversas técnicas de pesquisa que podem ser utilizadas em diversas situações.

A sua escolha dependerá entre outras:

  1. Tamanho do objeto a resgatar
  2. Tipo de fundo onde o objeto caiu
  3. Visibilidade no local
  4. Existência de correntes
  5. Condições meteorológicas existentes ou previsíveis na altura

De uma forma ou de outra quase todas usam cabos com diversas funções. Algumas apoiam-se em barcos, quer para deslocar os mergulhadores, quer para definir os limites da zona de pesquisa. Todas confiam no planeamento rigoroso e na correta execução por parte dos mergulhadores.

No âmbito do curso de navegação iremos abordar 3 técnicas de pesquisa:

  • Técnica de Pesquisa com Navegação Livre utilizando a Bússola
  • Pesquisa Circular
  • Pesquisa Semicircular ou em Pêndulo